
Caros amigos, não estarei em São Paulo até domingo, dia 21, e terei grande dificuldade em acessar a rede. Assim, escrevo o último "post" até lá. Escolhi um aforismo de Friedrich Nietzsche, da Gaia Ciência, que julgo bastante interessante. Chama-se "É preciso aprender a amar": " Eis o que nos acontece em música: é preciso aprender a ouvir em geral, um tema, um motivo, é preciso percebê-lo, distingui-lo, isolá-lo e limitá-lo em uma vida própria; pois é preciso um esforço e boa vontade para suportá-lo, malgrado a sua estranheza, para ter paciência com seu aspecto e sua expressão, caridade pela sua estranheza; chega enfim o momento em que nos acostumamos com ele, quando esperamos, pressentimos que nos faria falta se não existisse(...). Mas isso não acontece apenas com a música; é da mesma forma que aprendemos a amar as coisas que amamos(...)". Acredito, pessoalmente, que o tal "amor de mãe", incondicional, não deva sempre ter sido assim, desde a concepção do filho. Durante a gestação, há um "ser" estranho em seu ventre, que pode ser birrento, acordá-la às 3h00, não gostar de ler, preferir Orlando a Veneza e etc. Mas com o passar do tempo, "pressentimos que nos faria falta se não existisse"...